
Brasil consolida força e fortalece estratégia de marcas com fábricas próprias
Com o avanço da profissionalização do mercado de beleza, marcas têm apostado cada vez mais na verticalização da produção como estratégia para garantir mais qualidade, inovação e competitividade. Em um setor impulsionado por tendências rápidas, consumidores mais exigentes e uma busca crescente por segurança e eficiência, ter fábrica própria passa a representar um diferencial importante para empresas que desejam crescer de forma sustentável e fortalecer sua autoridade no mercado.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), hoje o Brasil ocupa a posição de 3º maior mercado consumidor de beleza do mundo, e o setor já representa cerca de 2% do PIB brasileiro. Em um cenário marcado por mudanças constantes e alta competitividade entre marcas, compreender novas demandas se tornou parte essencial da estratégia de crescimento e transformação da indústria.
A possibilidade de acompanhar todas as etapas da produção oferece mais liberdade para criar, testar produtos e responder com rapidez às movimentações do mercado. Com processos internos mais próximos do desenvolvimento das fórmulas, as marcas conseguem adaptar soluções de forma mais estratégica às necessidades dos consumidores, além de ampliar o controle sobre qualidade e consistência.
Com isso, cresce a diferença entre marcas que terceirizam completamente sua produção e aquelas que optam por desenvolver fórmulas, processos e fabricação internamente. Enquanto a terceirização pode oferecer redução inicial de custos e ganho de escala, a produção própria permite acompanhar de perto todas as etapas do desenvolvimento, desde a escolha das matérias-primas até os testes de desempenho e a velocidade de lançamento.
Para Jonathan Bernardes, diretor executivo da Sóbrancelhas, maior rede de estética facial da América Latina, a verticalização se tornou uma decisão estratégica para marcas que querem construir autoridade e confiança no setor. “Quando a empresa controla o processo produtivo, ela consegue responder mais rapidamente às demandas do mercado, testar novas soluções com mais agilidade e garantir consistência nos produtos”, afirma.
Além da agilidade no desenvolvimento, a produção própria também contribui para atender um consumidor cada vez mais atento à procedência, segurança e eficácia dos produtos utilizados nos procedimentos estéticos.
Segundo Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas, o controle da fabricação influencia diretamente a confiança do cliente. “Hoje existe uma preocupação muito maior com qualidade, segurança e procedência dos produtos utilizados nos procedimentos. Quando a marca acompanha de perto cada etapa da produção, isso transmite mais credibilidade tanto para os profissionais quanto para os consumidores finais”, explica.
A especialista destaca ainda que manter uma fábrica própria exige investimento constante em estrutura, desenvolvimento e controle de processos, mas que esse cuidado reflete diretamente na experiência do consumidor. “Ter uma produção interna demanda um investimento maior da marca, desde tecnologia até acompanhamento técnico e controle de qualidade. Mas, no final, tudo isso se converte em mais segurança para o cliente, que passa a ter mais confiança na procedência, na estabilidade e na qualidade dos produtos utilizados”, complementa.





